Chernobyl
O local continua a ser considerado radioativo.
26 de abril de 1986. Era uma hora e 23 minutos da manhã, quando se ouviu uma enorme explosão vinda do reator número quatro na central nuclear de Chernobyl na Ucrânia soviética.
Um teste de segurança despoletou o pior acidente nuclear na história e libertou para a atmosfera 400 vezes mais radiação do que a bomba de Hiroxima.
Quando o reator foi destruído, não existia uma barreira física robusta para impedir que os materiais radioativos fossem libertados diretamente para o ambiente.
Enquanto os operadores da sala de controlo ficaram perplexos, bombeiros da central nuclear combateram o incêndio no meio de níveis letais de radiação.
A apenas três quilómetros, a cidade de Pripyat foi evacuada e nas semanas seguintes foram retiradas de zonas contaminadas outras 67 mil pessoas. A cidade permanece deserta.
A autoridade de segurança nuclear e proteção radiológica afirma que, em algumas regiões designadas como zonas de alta remanência, os níveis de radiação continuam mais elevados do que noutros locais. Os efeitos psicológicos de Chernobyl foram e continuam a ser amplos e profundos. Resultam em suicídios, problemas de álcool e apatia.
As mortes que resultaram do acidente continuam a ser uma incógnita, mas um relatório das Nações Unidas de 2005 estimava que pelo menos quatro mil pessoas morreram devido à exposição da radiação de Chernobyl. Entre as vítimas estão funcionários da central, bombeiros E população das cidades próximas.
Quatro décadas depois do desastre nuclear, a região no norte da Ucrânia continua a ser um local radioativo.