Fábio Ribeiro, líder de rede de tráfico de droga, "colaborou" nas buscas da PSP

| 21 de Maio de 2025 às 16:58
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Quarta sessão do julgamento dos 37 arguidos acusados de pertencerem à rede de tráfico de droga liderada por Fábio Ribeiro

No total, são 37 os arguidos acusados de tráfico de droga.

Fábio Ribeiro, conhecido como 'Crilim' ou o 'Barão da Pasteleira', foi colaborante nas buscas realizadas pela PSP, em abril de 2023, à sua habitação e a uma oficina. A confirmação foi dada por um dos agentes da PSP que realizou a diligência e que foi ouvido esta quarta-feira no tribunal de São João Novo, no Porto.

Ao coletivo de juízes, o homem explicou que, à data, Fábio estava em casa com uma cidadã brasileira e que toda a operação decorreu dentro da normalidade. O agente descreveu ter sido apreendido dinheiro que estava numa mesa, além de uma quantidade diminuta de droga, vários telemóveis e uma viatura.

Nesta sessão foi também ouvido um inspetor da PJ que realizou a investigação patrimonial e financeira aos bens dos arguidos. Por videoconferência, frisou que foram investigadas movimentações bancárias entre abril de 2018 e dezembro de 2022.

Questionado pela defesa de Fábio Ribeiro sobre o motivo pelo qual o património do arguido foi investigado separadamente da arguida Rafaela Lima que era à data sua companheira, o inspetor explicou que não existindo património declarado conjuntamente, a investigação é feita em separado. Justificação que gerou críticas por parte da defesa de Fábio que destacou o facto de, à data, Fábio e Rafaela viveram juntos e terem filhos.

Em tribunal foi ainda ouvido um dos agentes da PSP que participou na detenção de Júlio Lemos e Nuno Rodrigues, arguidos no processo. Ao coletivo de juízes, explicou que, juntamente com um colega, deslocou-se, à civil, para a zona da Pasteleira. Numa viela localizaram Júlio num ponto de venda rodeado por pessoas que iriam realizar transações. O agente esclareceu que ambos se identificaram e deram início à detenção. Nesse momento, garantiu ter sido empurrado pelas costas por um vigia que, mais tarde, constatou ser Nuno Rodrigues.

No total, são 37 os arguidos acusados de tráfico de droga. Cinco deles respondem também por associação criminosa.

O julgamento prossegue esta quinta-feira.