Família de Fábio “Cigano” liderava rede de tráfico de droga
Vendiam sobretudo a partir de casa em Lagoa. O criminoso já liderava gangues quando ainda era menor de idade.
A rede de tráfico mantinha na cadeia de vale de judeus duas células independentes de venda de estupefaciente, uma em Sines e outra no Algarve. Ambas eram violentas e recrutavam vendedores à força. Os devedores eram espancados e obrigados a ceder a identificação para a rede contrair empréstimos em seu nome.
Em quatro anos, os principais arguidos terão lucrado mais de 810 mil euros, valor reclamado pelo Ministério Público de património incongruente e sem justificação.
A mãe, duas irmãs e os companheiros, dois irmãos e um primo direito estão entre os acusados pelo Ministério Público. Vendiam principalmente a partir da casa da família, no bairro municipal Jacinto Correia, no Carvoeiro, em Lagoa.
A cadeia de Vale de Judeus foi palco de fuga para cinco perigosos reclusos. Fábio “Cigano” ficou conhecido por ter sido o primeiro a sair da prisão de Vale de Judeus, em setembro de 2024. Foi também o primeiro dos evadidos a ser recapturado pela Polícia Judiciária
A sua fama no submundo do crime já era longa. Ainda quando era menor de idade, assumiu a liderança de um gangue juvenil algarvio e aos 19 anos já estava referenciado por tráfico de droga, posse de arma, furtos, roubos, tráfico de pessoas e lenocínio de menores.
Fábio “Cigano” cumpria 25 anos de prisão quando fugiu. Agora está na cadeia de alta segurança de Monsanto.