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A família de uma das vítimas mortais do trágico acidente com o Elevador da Glória, em Lisboa, avançou com um pedido de indemnização de um milhão e cinquenta mil euros contra a Carris, a seguradora e a empresa de manutenção.
Nuno Pinto Coelho de Faria, advogado da família da vítima, esteve esta quarta-feira no NOW e sublinhou que "o pedido de desculpas tem que ser prestado pela Carris, porque ainda recentemente o presidente do Conselho de Administração da Carris revelou que a marca da Carris tinha sido muito machucada com esta cena".
O processo judicial destaca a exigência de uma reparação moral e patrimonial, salientando que o sofrimento da família foi agravado pela falta de informação nas horas seguintes ao acidente.
Além da compensação financeira, é exigido um pedido de desculpas público por parte da empresa de transportes em jornais de grande tiragem. O caso ganha contornos singulares com a inclusão do Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, como testemunha.
A justificação prende-se com o facto de o chefe de Estado estrangeiro ter manifestado publicamente as suas condolências na altura da tragédia, demonstrando o impacto global do acidente.
O depoimento será prestado por escrito, uma prerrogativa concedida a chefes de Estado. A ação judicial aponta ainda responsabilidades à falta de fiscalização e manutenção adequada do ascensor histórico, sublinhando que a ausência de supervisão exigia um cuidado redobrado por parte da operadora.