Famílias com crédito à habitação vão sentir novo agravamento dos encargos mensais já a partir de junho
A evolução das taxas surge depois de as Euribor terem iniciado uma trajetória de subida na sequência da guerra no Médio Oriente. O conflito teve reflexos nos preços e na política de taxas diretoras do Banco Central Europeu.
As prestações do crédito à habitação com revisão em junho vão pesar mais na carteira dos portugueses. Será assim para todos os que têm contratos com taxa variável, independentemente da Euribor que lhes esteja associada. A maior subida será sentida pelos clientes cujas mensalidades não eram revistas há doze meses.
Segundo simulações da Deco Proteste/Contas e Direitos, para um financiamento de 150 mil euros, a trinta anos, a prestação associada à Euribor a doze meses passar de 638 euros e 90 cêntimos para 699 euros e 28 cêntimos... valores que representam um agravamento superior a 60 euros.
Nas mesmas condições, os empréstimos indexados à Euribor a seis meses registam uma subida de cerca de 33 euros, passando de 645 euros e cinco cêntimos para 675 euros e 58 cêntimos. Já nos contratos associados à Euribor a três meses, a prestação aumenta cerca de 17 euros. Ou seja, de 633 euros e trinta cêntimos passa para 650 euros e 84 cêntimos.
As contas agora divulgadas têm por base as médias das Euribor registadas durante o mês de maio, que voltaram a subir nos três principais prazos, ainda que de forma menos acentuada do que em abril.
A evolução das taxas surge depois de as Euribor terem iniciado uma trajetória de subida na sequência da guerra no Médio Oriente. O conflito teve reflexos nos preços e na política de taxas diretoras do Banco Central Europeu. Os mercados aguardam agora a reunião do conselho de governadores, marcada para onze de junho, esperando uma subida das taxas diretoras em 0,25 pontos percentuais