Famílias dos seis jovens que morreram carbonizados no despiste em Lisboa já confirmaram publicamente as mortes

| 03 de Dezembro de 2025 às 22:49
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Famílias dos seis jovens que morreram carbonizados no despiste em Lisboa já confirmaram publicamente as mortes

O estado em que ficaram os corpos obrigou a um processo de identificação lento e complexo, que pode ainda demorar dias ou até semanas.

As famílias dos seis jovens que morreram carbonizados no despiste em Lisboa já confirmaram publicamente as mortes, mesmo antes da identificação oficial. A única familiar que falou diretamente com as autoridades foi a mãe de Bruno Balça, o jovem de 19 anos que seguia ao volante do BMW.  

O estado em que ficaram os corpos obrigou a um processo de identificação lento e complexo, que pode ainda demorar dias ou até semanas. Apesar disso, quase todas as famílias dos seis jovens que morreram carbonizados na sequência de um despiste começaram já a preparar as cerimónias fúnebres, divulgando notas de falecimento nas redes sociais.  

Entre as vítimas estão jovens com idades muito diferentes. Daniela Morais tinha 25 anos. Tomásia Moreira, estudante de contabilidade, tinha 22. A irmã, Flora, tinha 36. Nélson Ppiva, que seguia no banco de trás, tinha 27 anos. O passageiro da frente era Luís Garrido. Ao volante estava Bruno Balça, neto de uma antiga ministra angolana e atual diplomata. O funeral realizou-se esta terça-feira.  

A PSP encontrou o documento de Bruno no interior do carro e, numa primeira avaliação, deduziu que todas as vítimas teriam idades semelhantes. Os dados revelados pelas famílias dizem o contrário, tanto na idade como no percurso de vida.  

Para já, a polícia sabe apenas que não houve envolvimento de outro veículo. A velocidade a que seguia o BMW ainda não pode ser calculada.  

A investigação depende agora de imagens captadas pelas câmaras da embaixada dos Estados Unidos, em Lisboa, as únicas que registaram o despiste e o embate. A PSP já pediu oficialmente o acesso, mas ainda não recebeu resposta. Poderá ser necessária intervenção judicial ou mesmo diplomática, porque estas imagens são fundamentais para perceber o que aconteceu numa madrugada trágica.