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A jornalista do Nascer do Sol, Felícia Cabrita, analisou as suspeitas em torno de um atrelado de droga apreendido pela Polícia Judiciária (PJ) que terá sido utilizado ilegalmente por um empreiteiro de Barcelos, amigo do atual Ministro da Administração Interna e ex-diretor da PJ, Luís Neves.
A jornalista revelou que o reboque, desaparecido do parque de confiscados do Seixal há um ano e dois meses, transportava bidões verdes de acetona, um químico utilizado na produção de drogas sintéticas. O veículo apenas reapareceu após o início da investigação jornalística, o que levou Felícia Cabrita a afirmar que a direção da PJ foi avisada.
A jornalista sublinhou que a movimentação do atrelado exigiria a autorização do diretor nacional da PJ e questionou a relação próxima entre Luís Neves e o construtor, cuja empresa, a Construbarcelos, apresenta resultados financeiros negativos e não possui alvará de construção ativo, mas continua a realizar obras na casa do ministro.
Felícia Cabrita criticou a falta de faturas que comprovem o pagamento de dois anos e meio de trabalhos na propriedade do governante.
Perante os indícios de crimes como abuso de poder, a jornalista defendeu a intervenção do Ministério Público e conclui: «Luís Neves permanece no cargo e há grande possibilidade do governo cair com ele».