operação ‘Pretoriano’
A defesa de ‘Macaco’ quer desagravar os crimes de ofensas e evitar um eventual regresso à prisão.
O recurso de Fernando Madureira visa anular o acórdão que foi proferido pela Relação do Porto. A defesa de ‘Macaco’ apresentou já um recurso para o Supremo Tribunal de Justiça, diz que os juízes desembargadores fizeram tábua rasa de algumas questões que foram levantadas.
Os advogados de Madureira insistem que os crimes de ofensas à integridade física não podiam ser agravados com base numa especial perversidade e censurabilidade. Insistem que não houve qualquer plano criminoso.
Com este recurso, o ex-chefe dos Super Dragões atrasa o trânsito em julgado da decisão tenta também diminuir a pena e evitar um eventual regresso à prisão para cumprir o resto da condenação.
Madureira tem neste momento em cima da mesa uma pena de três anos e quatro meses de prisão efetiva que foi fixada pela Relação do Porto. A 6 de fevereiro os juízes desembargadores retiraram cinco meses à pena fixada na 1ª instância. Nesse mesmo dia, o ex-chefe da claque foi também libertado, uma vez que atingiu o prazo limite de dois anos em prisão preventiva.
Resta agora perceber se o Supremo aceita o recurso de ‘Macaco’. Também a defesa de José Pereira apresentou recurso. Neste processo da operação Pretoriano estão em causa os factos ocorridos na assembleia extraordinária do FC Porto, em novembro de 2023.
A Justiça deu como provado que Madureira planeou calar apoiantes de Villas-Boas e que ocorreram ameaças e agressões. Ao todo, foram condenados nove arguidos.