Fernando Medina e Duarte Cordeiro
Os casos arrastam-se há oito anos, mas nenhum dos ex-autarcas foi ouvido pela justiça.
Apesar dos processos contra Fernando Medina e Duarte Cordeiro terem sido arquivados, na operação Tutti-Frutti, o Ministério Público mantém os ex-autarcas sob investigação.
Segundo a Procuradoria-Geral da República, os três processos foram aberto em 2017 e estão pendentes no Departamento de Investigação e Ação Penal de Lisboa.
Nos autos da operação Tutti-Frutti, existem referências a vários processos paralelos e à transferência de provas de uns para outros.
Em 2020, a procuradora de um dos casos pediu uma cópia do correio eletrónico de Fernando Medina e Duarte Cordeiro desde 2016 até ao presente, material probatório que tinha sido apreendido pela operação Tutti-Frutti.
No processo paralelo investiga-se a prática de crimes de corrupção passiva e ativa, fornecendo mais um elemento: as empresas Tanagra e Tanagra II, a quem a autarquia de Lisboa, na altura liderada por Medina, fez mais de 40 ajustes diretos. Há também uma segunda investigação a decorrer que envolve o ex-autarca onde são investigados crimes de prevaricação e abuso de poderes.
Já o terceiro processo diz respeito à contratação de uma empresa de Joaquim Morão, antigo Presidente da Câmara Municipal de Castelo Branco, para fiscalização de obras municipais.
Os casos arrastam-se há oito anos, mas nenhum dos ex-autarcas foi ouvido pela justiça.