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Fernando Medina olhou para o próximo exercício económico no NOW e avisou que o Governo tem de assegurar a trajetória de redução da dívida pública e responder à crise do custo de vida.
No espaço 'Contas certas', Fernando Medina analisou os três anos decorridos desde os atentados de 7 de outubro no Médio Oriente e o cenário económico nacional face à preparação do Orçamento do Estado.
O antigo ministro das Finanças abordou as interrogações em torno da atuação do governo israelita liderado por Benjamin Netanyahu e classificou a retaliação em Gaza como portadora de um nível de violência e desumanidade desmedido.
No plano nacional, Fernando Medina salientou que o ano económico terminará com dados positivos ao nível do crescimento e com excedente orçamental, embora sublinhe a forte dependência dos fundos do PRR e o aumento da rigidez da despesa pública.
Olhando para o próximo exercício económico, Medina avisou que o Governo tem de assegurar a trajetória de redução da dívida pública e responder à crise do custo de vida.
O especialista sublinhou que 'o governo vai precisar ter novas medidas para as famílias e para as empresas' e frisou que, para o conseguir sem comprometer as contas públicas, 'vai ter que começar a fazer política', eliminando despesas desnecessárias e benefícios fiscais redundantes.