Fertagus conta ter duas novas carruagens no primeiro semestre de 2027

Lusa | 23 de Junho de 2026 às 16:00
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Fertagus FOTO: Fertagus
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Cristina Dourado referiu que cada carruagem, disponibilizada pela empresa espanhola RENFE, terá uma capacidade para receber 350 pessoas.

A presidente da Fertagus atribuiu esta terça-feira a sobrelotação dos comboios da empresa ao aumento da procura, à falta de material circulante e a constrangimentos na infraestrutura, prevendo a entrada em serviço de novas carruagens no primeiro semestre de 2027.

A presidente do conselho de administração da Fertagus, Cristina Dourado, que participou numa conferência sobre transportes públicos, no terminal fluvial do Cais do Sodré, quando questionada sobre as queixas dos utentes da Fertagus sobre a sobrelotação dos comboios, explicou que a procura na travessia ferroviária do Tejo aumentou "exponencialmente" com a redução tarifária e que o problema só será minimizado com o aumento de material circulante.

Nesse sentido, a presidente da Fertagus perspetivou que as primeiras duas das cinco carruagens que irão reforçar o serviço da empresa estejam disponíveis no primeiro semestre do próximo ano.

Cristina Dourado referiu que cada carruagem, disponibilizada pela empresa espanhola RENFE, terá uma capacidade para receber 350 pessoas.

Além da falta de material circulante, a administradora da Fertagus apontou para a existência de problemas na infraestrutura ferroviária, originando "afrouxamentos" na circulação.

Em março, a Comissão de Utentes da Fertagus enviou à Comissão Europeia uma queixa contra o Estado português por permitir que os passageiros sejam diariamente transportados em condições "fora do padrão europeu" e "com riscos de segurança".

"As pessoas aglomeram-se nos cais, empurram-se, agridem-se verbal e fisicamente. Todas querem entrar nas carruagens, esmagadas, crianças inclusive, a respirar umas em cima de outras. Nesta atmosfera asfixiante, há sempre alguma pessoa a precisar de ser socorrido e o comboio tem de parar na estação seguinte e esperar por socorro", relatou, então, à agência Lusa o porta-voz da comissão, Aristides Teixeira.

Já em abril deste ano, a administradora da Fertagus admitiu no parlamento que a empresa opera no limite da capacidade, apontando ao Governo a responsabilidade pelo reforço de comboios necessários para responder ao aumento da procura.

A Fertagus é responsável pela ligação ferroviária entre as duas margens do Tejo pela Ponte 25 de Abril, entre Lisboa e Setúbal.