Filha do ditador Teodoro Obiang terá financiado uma empresa suspeita de fraude a fundos europeus

Sandro Bettencourt | 11 de Dezembro de 2024 às 15:19
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Guiné Equatorial

O negócio de 15 milhões de euros, na Guarda, acabou por fechar um ano depois.

A Polícia Judiciária desmantelou uma fraude com ligação à Guiné Equatorial. A filha do ditador Teodoro Obiang terá financiado uma empresa suspeita de fraude a fundos europeus. O negócio de 15 milhões de euros, na Guarda, acabou por fechar um ano depois.

O negócio era visto como promissor e importante no concelho da Guarda, mas a investigação levada a cabo pela Polícia Judiciária acabou por travá-lo. Em causa, numa fábrica de péletes, estão as suspeitas de fraude a fundos europeus em cerca de 7 milhões de euros.

Por detrás de toda a operação fraudulenta está Francisca Jimenéz, a filha do Presidente da Guiné Equatorial, Teodoro Obiang.

As informações recolhidas não deixam dúvidas à investigação da unidade nacional contra a corrupção da Polícia Judiciária: parte do financiamento da empresa de péletes de Braga foi realizado por Francisca Jiménez. Só com 25 por cento de capitais próprios é que a empresa em causa, a Khronodefine, do grupo Atgreen, conseguiu candidatar-se a fundos europeus para o projeto da fábrica.

A investigação apurou que os suspeitos deste esquema faziam circular dinheiro entre as contas bancárias próprias, empresas de e familiares a residir na Guiné Equatorial, Luxemburgo, Marrocos, Emirados Árabes Unidos, Espanha e Portugal.

Esta terça-feira, no âmbito da operação "Cash Flow", a PJ deteve dois suspeitos e constituiu um advogado como arguido.