Finanças apontam falha na fiscalização de horas de voo dos helicópteros do INEM

Anabela Benedito | 04 de Agosto de 2025 às 20:20
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INEM

A auditoria foi feita a pedido da ministra da Saúde.


O INEM, regista, através do centro operacional de doentes urgentes, a hora de acionamento do helitransporte, mas só tem conhecimento da hora de aterragem com base na informação da empresa que presta o serviço.

Na prática, o INEM está refém das informações prestadas pela empresa externa, por não ter um mecanismo de controlo e registo automático para ter a prova real das horas voadas. A falta de fiscalização coloca o estado em risco de estar a pagar a mais pelos serviços.

Cada minuto de voo ronda os 150 euros. 

A conclusão consta num relatório feito pela Inspeção-Geral de Finanças entre o período de 2021 a 2024, quando Luís Meira era Presidente do INEM.

A análise recai sobre os contratos anteriores de helitransporte de emergência, realizados por ajuste direto. O último, no valor de 12 milhões de euros, esteve ativo até ao final de junho deste ano.

O relatório agora divulgado mostra ainda que ao contrário do que está definido, o serviço registou alguns voos realizados sem equipa médica a bordo.

O INEM já reagiu e garante estar a trabalhar para continuar a sensibilizar os gestores dos contratos para a necessidade de reforçar o acompanhamento material e financeiro dos contratos.

A auditoria agora revelada pelo jornal "Público" foi pedida pela ministra da Saúde e poderá ser uma peça fundamental para a comissão que está a trabalhar na refundação do INEM e para a comissão de inquérito que deverá arrancar em setembro.