Além disso, o incêndio matou alguns animais, designadamente cabras e ovelhas.
O incêndio que deflagrou na quinta-feira em Chaves, e que ainda está ativo, já consumiu cerca de 1000 hectares de área, adiantou esta sexta-feira à Lusa o presidente da câmara, Nuno Vaz.
“Estimamos que haja 1000 hectares de área ardida, mas é apenas uma estimativa ainda”, referiu.
O autarca, eleito pelo PS, revelou que o fogo destruiu armazéns, alfaias agrícolas, rolos de feno e palha, culturas, nomeadamente oliveiras e árvores de fruto, e muita floresta.
Além disso, o incêndio matou alguns animais, designadamente cabras e ovelhas.
Nuno Vaz assinalou ainda que, apesar destes danos que há a lamentar, o fogo “felizmente” não consumiu nenhuma casa de primeira ou segunda habitação, nem causou mortos ou feridos.
O fogo, que chegou a ter três frentes ativas e que se propagou de “forma vertiginosa”, terá começado na berma de uma estrada que liga Chaves a Boticas.
Neste momento, o incêndio ainda “inspira cuidados”, mas a expectativa é que fique resolvido ainda esra sexta-feira, apontou.
De acordo com a informação disponível na página oficial de Internet da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), pelas 15h30 desta sexta-feira estavam no local do incêndio, que deflagrou às 13h52 de quinta-feira, 171 operacionais apoiados por 55 viaturas e três meios aéreos.
Num balanço feito pelas 12 horas, o comandante Sub-regional de Emergência e Proteção Civil do Alto Tâmega e Barroso, Artur Mota, indicou que o fogo estava em resolução em cerca de 90% e que as duas a três horas seguintes seriam de muita atenção.
“Não podemos baixar a guarda porque as temperaturas vão aumentar muito. Creio que não voltaremos a ter casas em perigo, mas as próximas duas a três horas obrigarão a muita atenção”, disse.