Coimbra e Águeda
Com o argumento de uma sessão fotográfica acabava por violar as vítimas. Os crimes aconteceram entre o final de 2023 e 2024.
Vai continuar preso o homem que está em prisão preventiva há um ano, quando foi detido pela segunda vez pela PJ, no espaço de um ano por crimes de abusos e violação sexual, que ocorreram entre Coimbra e Águeda.
A juíza arrasou o comportamento do arguido que é típico de um predador sexual incapaz de controlar os seus impulsos líbidos.
O Tribunal deu como provados todos os factos da acusação, num dos casos agravado por ter usado o telemóvel da vítima para fazer fotografias e filmar o abuso sexual. Nesse vídeo, com mais de uma hora, a rapariga pediu mais de 100 vezes para parar e que não queria ter sexo.
O operário fabril, de 32 anos, que reside na Mealhada, usava a internet para conhecer as vítimas, onde se apresentava como professor universitário e fotografo.
Às raparigas dizia que elas podiam ganhar dinheiro em sessões fotográficas para uma marca de lingerie com a qual trabalhava.
Este era o pretexto usado para o encontro que serviria para uma sessão experimental, onde o predador sexual acabava por violar as raparigas, num motel na região de Coimbra. Foi assim com duas delas.
Uma terceira vítima conseguiu fugir do carro e pedir ajuda num encontro que ocorreu na zona de Águeda.
Para o tribunal ficou claro pelo estatuto social das vítimas que elas não tinham noção da diferença de um hotel e o motel, a quem o arguido disse que o encontro seria num hotel familiar onde era habitual serem feitas as sessões experimentais.
Foi condenado a cinco anos e meio de prisão e a pagar vinte mil euros às vítimas.