Matosinhos
Os estragos só poderão ser reparados quando o estado do mar permitir.
É uma autêntica janela para o mar, uma brecha no chamado muro-cortina por cima do quebra-mar exterior norte do Porto de Leixões, em Matosinhos, provocada pela forte agitação marítima.
As pedras de grande dimensão e que pesam toneladas foram arrastadas pelo mar. Além da força das ondas, a falta de tetrápodes, os chamados pés de galinha de betão a norte, poderá ter contribuído para o desmoronamento.
A APDL, a Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo, indica que “os danos verificados, até ao momento, não comprometem as condições de segurança da barra de Leixões, mantendo-se a navegação em plena normalidade.
A reparação, no entanto, não pode ser efetuada a breve prazo. Será executada, indica a APDL, assim que as condições de agitação marítima o permitirem.
O desmoronamento, visível da praia de Matosinhos, aconteceu numa altura em que decorre a empreitada de prolongamento do quebra-mar e em que a Agência Portuguesa do Ambiente considera que este ano, a praia de Matosinhos pode deixar de ser considerada zona balnear.