Galp admite voltar a ter atividade em Angola

Jornal de Negócios | 25 de Agosto de 2026 às 12:09
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Galp admite voltar a ter atividade em Angola

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A empresa vendeu os ativos por 830 milhões de dólares em 2023 à antiga Somoil. A subida dos preços do petróleo e as condições atrativas do país oferecem à Galp uma opção para combater a erosão da produção de crude.

A vontade da Galp em voltar a ter atividade em Angola foi admitida pelo co-CEO da petrolífera e pelo presidente da Sonangol em finais de julho deste ano, mais de três anos depois de a empresa ter vendido os seus projetos de exploração e produção de crude por 830 milhões de dólares à antiga sociedade angolana Somoil.

Por trás do renovado interesse da Galp está uma lista de circunstâncias. A primeira está na subida dos preços do petróleo com a guerra no Médio Oriente, que tem forçado à dilatação de prazos no que se refere à descarbonização da economia.

Em segundo está o facto de a Galp ter mais capacidade de investimento, depois de ter vendido uma participação de 40% no campo petrolífero na Namíbia, à francesa TotalEnergies em dezembro.

A par destes fatores há também que considerar as necessidades de Angola. O país está a produzir cada vez menos petróleo devido ao envelhecimento dos campos, aos atrasos e à escassez de novos projetos de prospeção e desenvolvimento.

O menor custo de entrada no país, a separação de negócios da Galp com o acordo com a espanhola Moeve e ainda a reanimação da própria indústria petrolífera constituem fatores que empurram a petrolífera nacional de novo para Angola.

Este eventual regresso pode ainda significar uma reaproximação entre a Galp e a Sonangol, que tiveram um relacionamento tenso quando Isabel dos Santos detinha uma posição em parte da Galp, e que lhe foi retirada pelo Estado angolano.