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Joana Amaral Dias salientou que as vítimas de burlas não devem ser estigmatizadas, sublinhando que «a burla não tem nada a ver com o coeficiente de inteligência, como se comprova neste caso». Alertou ainda para a sofisticação do crime organizado em território nacional.
O advogado Pedro Proença e a psicóloga clínica Joana Amaral Dias estiveram no NOW esta sexta-feira para analisar a condenação a pena suspensa do empresário que burlou o médico Fernando Póvoas em 1,2 milhões de euros, o mesmo homem que atropelou mortalmente um membro do gangue do Rolex.
Joana Amaral Dias salientou que as vítimas de burlas não devem ser estigmatizadas, sublinhando que «a burla não tem nada a ver com o coeficiente de inteligência, como se comprova neste caso». Alertou ainda para a sofisticação do crime organizado em território nacional.
Por sua vez, Pedro Proença esclareceu a diferenciação jurídica entre as sanções penais e as indemnizações cíveis aplicadas pelo tribunal, destacando a complexidade probatória nos crimes de burla e a importância de denunciar.
«Nunca se deixarem ficar pela vergonha de denunciar, porque há muita gente que é vítima, mas depois tem vergonha», frisou o advogado, reforçando a necessidade de aconselhamento jurídico prévio.