Gerente de firma de peças para automóveis alega que foi burlada quando estava a ser atendida ao telefone por um funcionário do seu banco

| 25 de Julho de 2025 às 14:15
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Caldas da Rainha

Nessa altura foram feitas duas transferências de 85 mil euros que diz não ter autorizado. Nas Caldas da Rainha apresentou queixa na PSP e ao Banco de Portugal.

O banco rejeita ter responsabilidade nos movimentos e sustenta que as transações foram validadas com credenciais que eram apenas conhecidas pela empresa.

O caso passou-se quando Elisabete Rebelo tentou aceder à sua conta no banco Eurobic/grupo ABANCA através do computador para pagar uma fatura. Não conseguiu entrar e ligou para a gestora de conta na agência das Caldas da Rainha, que a reencaminhou para a sede, em Lisboa.

Conseguiu aceder à conta, mas quando foi efetuar um pagamento, o saldo estava apenas com 24 euros, quanto tinha mais de 85 mil.

Foi então que se apercebeu que na altura em que falava ao telefone com o banco, foram feitas duas transferências sem o seu conhecimento e autorização.

Elisabete Rebelo pediu para cancelar essas transações, para duas contas noutro banco, o que foi recusado. Foi-lhe até solicitado que se deslocasse à agência das Caldas da Rainha, onde, segundo alega, a gestora de conta lhe pediu para assinar um papel onde assumia que tinha sido a empresária a ligar para a linha do banco para um número começado em 808.

Elisabete Rebelo já pediu à sua operadora telefónica um extrato das chamadas para servir de prova, uma vez que o banco não assume responsabilidades.

O gabinete de tratamento de reclamações do Eurobic/grupo ABANCA argumenta que “os movimentos foram realizados com recurso às credenciais de acesso ao serviço que são apenas do conhecimento da representante da empresa”.

“Não tendo origem em qualquer entrada ilegal no sistema do banco ou em ausência de níveis de segurança, o banco não é responsável pelos movimentos”, considera.

A lesada enviou nova reclamação, que “está a ser analisada”.