Governo que afastou Vaz Tomé nomeia-a agora para cargo em que ganha mais. Metro de Lisboa paga-lhe ainda as despesas de casa.
A ex-secretária de Estado da Gestão da Saúde vai ganhar sete mil euros por mês para presidir à Metro de Lisboa (ML). Cristina Vaz Tomé foi afastada do Governo de Luís Montenegro após as eleições de maio, assumiu o lugar de deputada do PSD e acabou agora por ser nomeada pelo Executivo que integrou para um cargo em que vai receber mais.
No Ministério da Saúde, onde perdeu a tutela do INEM na sequência de uma greve associada à morte de doentes, tinha um salário que rondava os 6780 euros brutos. Já no Parlamento, o vencimento em exclusividade de funções vai até 6700 euros. Na empresa pública que gere o metropolitano da capital, o presidente do conselho de administração aufere 4962,48 euros, “pagos 14 vezes por ano, acrescido de 40% a título de despesas de representação, no montante de 1984,99 euros, pago 12 vezes por ano”.