Esta valorização salarial é equivalente ao das forças de segurança, sendo 200 euros aplicados já este ano, e os restantes 100 euros de forma faseada.
O Governo atribuiu um aumento de 300 euros ao suplemento de condição militar, equivalente ao que foi decidido para as forças de segurança, anunciou esta sexta-feira o primeiro-ministro, Luís Montenegro.
Esta valorização salarial passa então por "300 euros para todo efetivo" com "aplicação imediata de 200 euros já este ano". Os restantes 100 euros vão ser aplicados de forma faseada, sendo "50 euros a 1 de janeiro de 2025 e os restantes 50 em janeiro de 2026".
Foi ainda atribuído um suplemento de residência, reduzindo a distância para os 50 km face à residência, e não os atuais 100 km), e ainda uma compensação especial por invalidez permanente ou morte em serviço.
Já para os antigos combatentes, Luís Montenegro mencionou que a comparticipação de 100% dos medicamentos no âmbito daqueles que tem este estatuto.
Com a aprovação deste suplemento num Conselho de Ministros, Luís Montenegro falou num “dia histórico” para as Forças Armadas, tendo recordado "a dificuldade" em atrair novos recrutas para os vários ramos das Forças Armadas, sendo este o “estímulo” que o Governo pretende dar à indústria da Defesa nacional.
“E é uma mensagem de atração grande que o Governo quer dar à sociedade portuguesa, sobretudo aos que sentem vocação para desenvolver uma carreira militar e de grande respeito pelos que estão nos quadros, e que, diria, estão a aguentar o nosso sistema de Defesa Nacional”, acrescentou.
Já Nuno Melo, ministro da Defesa Nacional, detalhou as medidas e explicou “a razão de ser” das opções tomadas, num dossier “muito difícil” que diz ter herdado.
O mesmo afirmou que a primeira prioridade “são as pessoas, os militares”, tendo ainda referido este foi “um dos maiores aumentos de salários e suplementos” com este reforço de 300 euros até 2026.
Quando questionado sobre os custos desta medida, Nuno Melo respondeu que “aquilo que se coloca nas Forças Armadas não é despesa, é investimento”, tendo recordado os vários âmbitos de atuação dos militares, como fogos e transplante de órgãos. No entanto, afirmou que o impacto “não será menor que os 120 milhões de euros”.