Shein
A empresa abriu esta quarta-feira uma loja física em Paris e centenas de pessoas reuniram-se à porta em protesto.
Depois da polémica da venda de bonecas sexuais com características infantis, há uma nova controvérsia que assombra a loja online Shein. Desta vez, a empresa está a ser acusada de vender réplicas de armas.
A França abriu uma investigação sobre a venda de produtos ilícitos por parte da plataforma chinesa e defende que será necessária uma resposta coordenada a nível da União Europeia.
O governo francês anunciou que iniciou um processo para suspender o acesso à plataforma online da Shein até que a empresa comprove que o conteúdo está em conformidade com a legislação francesa.
O pedido surge num contexto de escrutínio crescente sobre a Shein na Europa, onde têm sido levantadas preocupações relacionadas com alegadas práticas de concorrência desleal, condições laborais em fábricas associadas à marca e impacto ambiental de um modelo baseado em fast fashion.
A marca tem afirmado publicamente que cumpre as regras dos países onde opera e que remove de imediato produtos que violem as normas internas ou a legislação aplicável.
Durante a inauguração da loja e entre protestos, o candidato à câmara de Paris garante que é intolerável que uma a Shein faça parte de uma das ruas mais conhecidas da capital francesa.
A discussão deverá agora evoluir para o espaço comunitário, onde a comissão europeia poderá vir a avaliar formalmente o caso.