França
O primeiro-ministro francês, François Bayrou, aprovou esta segunda-feira sem votação os Orçamentos do Estado e da Segurança Social para 2025, abrindo a porta a uma nova moção de censura, dois meses após a queda do anterior Governo
François Bayrou utilizou o artigo 49.3 da constituição para fazer aprovar em bloco o seu projeto de lei das finanças, que só pode ser derrubado pelos deputados com uma moção de censura que, a ser aprovada, fará cair o Governo novamente. Tal como aconteceu com o Governo antecessor de Michel Barnier no início de dezembro, derrubado pela esquerda e extrema-direita.
O primeiro-ministro francês, ciente das dificuldades que um eventual chumbo do orçamento pode representar, apela à responsabilidade coletiva.
Depois de negociar com o PS, François Bayrou terá agora de lidar com a extrema-direita União Nacional, pois caberá aos líderes do partido de Marine Le Pen e Jordan Bardella decidir que posição tomar perante uma nova moção de censura.
Confrontada com uma dívida pública recorde, a França navega em águas turbulentas desde a dissolução da Assembleia Nacional, no início de junho, decidida pelo Presidente Emmanuel Macron, na sequência da derrota do seu partido nas eleições europeias.
Desde as eleições legislativas, não houve maioria no parlamento, que está dividido em três blocos: esquerda, centro-direita e extrema-direita. Já existiram três primeiros-ministros.