Bolsa de Lisboa
O maior reforço foi em ações que desvalorizaram.
Num ano em que a bolsa de Lisboa não conseguiu acompanhar as valorizações das principais praças mundiais, as grandes gestoras de ativos vieram comprar ações a preços de saldos.
Entre as 15 cotadas que compõem o PSI, seis fecharam o ano passado no vermelho, tendo a família EDP sido a mais castigada devido principalmente à exposição aos Estados Unidos.
A maior perda foi assumida pela China Three Gorges, o maior acionista da elétrica liderada por Miguel Stilwell d'Andrade, mas houve quem visse uma oportunidade nesta desvalorização.
Tanto o Norges Bank como a Vanguard compraram mais de 13 mil ações da EDP cada um e também o fundo soberano da Noruega reforçou a posição. Já a AllianceBernstein foi ao mercado buscar mais de 68 mil ações.
A Mota-Engil caiu 26% no ano em que os famosos "short sellers" Muddy Waters abriram uma posição a descoberto no capital da construtora.
Neste caso foram os espanhóis da Azvalor a fazer a investida, tendo comprado ações em 2024.
Com uma perda menor, mas também na ordem os 20%, o peso-pesado Jerónimo Martins foi pressionado em 2024 pela Polónia.
Apesar dos desafios, a britânica Schroders e os norte-americanos BlackRock, Wellington, MFS e Vanguard estiveram entre os fundos que reforçaram posições na retalhista liderada por Pedro Soares dos Santos em 2024.
A Vanguard é atualmente a maior gestora de fundos mutualistas do mundo e foi também das mais ativas ao longo do ano passado em aquisições na bolsa de Lisboa. Em 14 cotadas do psi das quais é acionista, aumentou as posições em 12.