Greta Thunberg apela à libertação de ativistas detidos por Israel e acusa país de uma “violação contínua do direito internacional e de crimes de guerra”

Joana Ramalho | 10 de Junho de 2025 às 19:12
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Greta Thunberg

Em Paris, Greta Thunberg disse que as condições que os ativistas enfrentavam "não são absolutamente nada comparadas com aquelas que as pessoas estão a passar na Palestina e especialmente em Gaza neste momento”.

A ativista Greta Thunberg apelou à libertação dos outros passageiros que foram detidos por Israel, que estavam a bordo do navio que seguia com ajuda humanitária em direção a Gaza, esta terça-feira. 

À chegada do aeroporto de Paris, em França, a ativista descreveu a situação como "bastante caótica e incerta" durante a detenção.

"[As forças de Israel] cometeram um ato ilegal ao raptar-nos em águas internacional e contra a nossa vontade, trazendo-nos para Israel, mantendo-nos no fundo do barco, ao não nos deixarem sair", destacou a ativista, acrescentando que a verdadeira história aqui "é a de que há um genocídio em curso em Gaza".

Greta Thunberg mostrou-se ainda preocupada com a "fome sistemática" que o povo palestiniano enfrenta no enclave, após o bloqueio da entrada de alimentos, medicamentos e água na região, imposto por Israel. "São [recursos] desesperadamente necessários para entrarem em Gaza", reforçou.

Israel deportou Greta Thunberg na terça-feira, um dia depois de o navio Madleen, que levava 12 passageiros e que transportava ajuda humanitária para Gaza, ter sido apreendido por militares israelitas.

Thunberg partiu num voo para França e depois seguiu para a Suécia, país natal da ativista, esta terça-feira, segundo o Ministério dos Negócios Estrangeiros daquele país, numa publicação na rede social X.

Em Paris, Greta Thunberg disse que as condições que os ativistas enfrentavam "não são absolutamente nada comparadas com aquelas que as pessoas estão a passar na Palestina e especialmente em Gaza neste momento”.

Acusou assim Israel de uma “violação contínua do direito internacional e de crimes de guerra”.