Reconhecendo o direito à greve, o Sesaram admite que a paralisação causou “constrangimentos aos utentes, inerentes à prestação dos serviços mínimos”, mas garante que “todas as situações urgentes e inadiáveis estão a ser asseguradas”.
O Serviço de Saúde da Madeira indicou que a greve desta sexta-feira convocada pela Federação Nacional de Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais (FNSTFPS) teve uma adesão de 15% nos cuidados de saúde primários e hospitalares da região.
Em comunicado, o Serviço Regional de Saúde da Madeira (Sesaram) assegura que “em nenhum momento foi colocado em causa o direito à greve, nem o que foi decidido em reunião negocial relativamente aos serviços mínimos, realizada perante a Direção Regional do Trabalho, com as decisões devidamente consagradas em ata e integralmente cumpridas”.
Reconhecendo o direito à greve, o Sesaram admite que a paralisação causou “constrangimentos aos utentes, inerentes à prestação dos serviços mínimos”, mas garante que “todas as situações urgentes e inadiáveis estão a ser asseguradas”.
No comunicado, o Sesaram refirma ainda o “compromisso com o cumprimento da legislação laboral em vigor e com a defesa simultânea dos direitos dos trabalhadores e dos direitos dos cidadãos que recorrem ao Serviço de Saúde da Região Autónoma da Madeira”.
A Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais convocou para hoje uma greve, dirigida aos trabalhadores da Administração Pública, contra o pacote laboral, por mais salários e direitos e melhores serviços públicos decorre entre as 00:00 e as 24:00, segundo o pré-aviso de greve emitido.
“Como se não bastasse o desinvestimento nos Serviços Públicos e nas Funções Sociais do Estado, que atinge todos os setores determinantes para a nossa democracia – Saúde, Educação, Segurança Social, Habitação e Cultura, entre outros – o Governo tenta meter-nos garganta abaixo um Pacote Laboral que nos vai infernizar a vida”, refere a federação.