Greve da CP
O tribunal arbitral definiu 25% de serviços mínimos para a greve parcial dos revisores e trabalhadores das bilheteiras. No entanto, os passageiros referem que o número de carruagens a circular não foi suficiente.
Oito dias depois do início das greves dos trabalhadores da Comboios de Portugal (CP), que paralisaram por completo a circulação de comboios no país, a normalidade começou a regressar à estação de Campanhã no Porto esta quarta-feira.
Alguns comboios foram suprimidos mas muitos outros estão a circular e a dar resposta à procura dos passageiros.
A CP adiantou que neste último dia de greve dos revisores e trabalhadores das bilheteiras foram suprimidos 59 comboios dos 250 que estavam programados, até às 08h00 desta quarta-feira.
Os constrangimentos da greve foram sentidos por muitos passageiros. Paciência foi a palavra de ordem, mas ainda assim houve quem tivesse a sorte de conseguir apanhar comboio ao longo da última semana de paralisação.
O tribunal arbitral definiu 25% de serviços mínimos para a greve parcial dos revisores e trabalhadores das bilheteiras. No entanto, os passageiros referem que o número de carruagens a circular não foi suficiente. Nesta quarta-feira, os maiores impactos afetaram os comboios de longo curso.
Os trabalhadores exigem a reestruturação das tabelas salariais e o cumprimento do acordo alcançado em abril entre a administração da CP e os sindicatos. Deixam, no entanto, a garantia de que se a tutela nada fizer, depois das eleições, novas formas de luta devem continuar.