Há ou não vida para além da morte?
Um médico cirurgião do Hospital universitário de Barcelona diz ter provas científicas de que o corpo morre, mas a vida continua.
O assunto que durante milénios ocupou filósofos e teólogos das grandes religiões é agora assunto de estudo para a ciência.
O médico Manuel Sans Segarra, cirurgião do Hospital Universitário de Barcelona, realizou um estudo profundo, durante duas décadas, com base em relatos de experiências de pacientes que tiveram de ser reanimados e assegura que, ao contrário do corpo, o espírito tem vida eterna.
Essa é uma das grandes conclusões que podemos tirar do vasto estudo realizado acerca das experiências de quase morte. Que a morte física não é o fim da nossa existência, mas o trânsito para outra dimensão energética, outra situação estrutural da pessoa.
O médico catalão, que escreveu um livro chamado “A supraconsciência Existe – vida depois da vida”, diz que a maioria dos relatos das experiências de quase morte são impressionantes, como o de uma paciente que ele próprio reanimou.
"Recuperou e depois contou-me a sua experiência. E disse-me: eu vi como o senhor me fazia massagem cardíaca e me apertou o coração (...) Então, perante isto, a gente pergunta-se: se não tem atividade intelectiva, como pode ter-nos reconhecido? Algo saiu deste corpo morto, sem atividade intelectiva, que conserva esta capacidade."
O clínico que assegura que há vida para além da morte, assegura que a outra vida é de paz, harmonia e felicidade.
É o tipo de vivência comum nos pacientes que vivem experiências de quase morte. Todos dizem que, após deixarem o corpo, notam uma sensação de paz, de harmonia, de gozo interior, sempre em crescendo, e sobretudo é muito frequente que vejam uma luz, algo que lhes chama muito a atenção. E sempre que contactam com essa luz a sensação de paz, de harmonia, de gozo e sobretudo amor, atingem níveis jamais vivenciados na dimensão humana.
Manuel Sans Segarra diz que a Igreja Católica reagiu mal à publicação do seu livro, mas que o Papa Francisco lhe deu razão e o encorajou a continuar.
"Olhe, eu estive com o papa Francisco, dia 10 de janeiro, que conheceu o meu livro e quis falar comigo. Estive meia hora a falar com ele. E fez-me uma pergunta: como é que o senhor tem uma plateia com duas mil pessoas e a igreja está vazia. E o senhor diz o mesmo que a Igreja. E eu disse-lhe: Porque a Igreja e as religiões estão cheias de dogmas. Dogmas são verdades em que tem de se acreditar sem demonstrar-se. E as pessoas hoje querem evidências; querem que lhe demonstres…e eu o que faço é que, cientificamente, demonstro o que diz a Igreja. Sabe o que me disse no final? Continue a fazer o que o senhor está a fazer. E eu vou rezar para que o faça. Não pare."
O médico-cirurgião catalão Manuel Segarra diz que há vida depois da vida e assegura que a melhor parte da vida é a da eternidade.