Habiba al-Askari
O Secretário Geral da ONU apelou a que cerca de 2500 crianças sejam retiradas imediatamente de Gaza para que recebam cuidados de saúde dignos.
Habiba al-Askari tem apenas dois anos e poderá ter também poucos dias de vida.
A doença rara de que sofre é causada por um défice de proteína C e tem provocado a deterioração do seu estado de saúde, que é curável, mas não em Gaza.
Gaza, tem hospitais destruídos pela guerra, edifícios dizimados, e poucos acessos a cuidados básicos de saúde. Por esta razão, Habiba precisa urgentemente de viajar para receber o tratamento adequado e começar gradualmente a melhorar.
As associações internacionais de ajuda humanitária tem trabalhado para que a menina de dois anos tenha autorização para deixar Gaza e comece a receber os tratamentos adequados, mas a luz verde definitiva por parte de Israel ainda não chegou.
Em declarações à "CNN", a mãe da criança garantiu que a vida da pequena Habiba está em perigo e que não entende porque não a deixam sair para receber um tratamento.
A angústia e frustração desta mãe junta-se à de outras 2500, ou pelo menos às que ainda se mantêm vivas.
Em Gaza os números são alarmantes. 2500 crianças precisam de sair urgentemente deste território para que possam receber ajuda médica. Embora Israel já tenha garantido no acordo de cessar-fogo que o número de residentes autorizados a sair para receber cuidados médicos irá aumentar, os apelos não param de chegar.
O secretário-geral da ONU exigiu que estas 25000 crianças fossem imediatamente retiradas de Gaza. António Guterres esteve reunido com médicos norte-americanos que garantiram que as crianças corriam um risco iminente de morte nas próximas semanas.
Além destas 2500 crianças, a Organização Mundial de Saúde fala em mais 12 mil pacientes que aguardam ordens para que possam ser retirados e tratados de forma digna.
A agência de ajuda humanitária palestiniana UNRWA continua a prestar assistência e serviços na Faixa de Gaza, na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental, mas enquanto estas 2500 crianças e as 12 mil pessoas não forem tratadas e retiradas toda a ajuda será necessária.