Hamas deverá libertar 48 reféns nos próximos dias como parte do plano de paz

Beatriz Torrete | 06 de Outubro de 2025 às 20:15
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Portugueses libertados pelo Hamas

Entre os reféns estão três portugueses vivos e três mortos.

A libertação de reféns por parte do Hamas faz parte do plano de paz de Donald Trump. Nos próximos dias, Segev Halfon e os irmãos Ariel Cunio e David Cunio vão ser entregues pelo grupo.

Entre os 48 reféns, seis são portugueses. Segundo um e-mail da Comunidade Israelita do Porto enviado à "CNN", vão ser três portugueses vivos e três cadáveres.

Segev pertence a uma família sefardita tradicional de Marrocos e da Tunísia. A Comunidade Judaica Portuguesa tem na sua posse os contratos de casamento.

Os irmãos, para além de nacionalidade portuguesa, são também israelitas e argentinos.

Já os três cadáveres são Yossi Sharabi de 53 anos, Ran Gvilli de 26 anos e Dror Or Ermoza de 48 anos.

Yossi foi sequestrado em casa, à frente da mulher e das filhas, e levado para o cativeiro onde acabou por ser assassinado. Eli Sharabi, o irmão, foi raptado e levado para Gaza, de onde foi libertado recentemente, após 16 meses em cativeiro. Pertence a uma família marroquina.

Já Ran morreu no inicio do conflito. Estava à espera para ser operado a 7 de outubro. Devido às noticias, saiu do hospital e acabou por morrer. O cadáver foi levado para a Faixa de Gaza onde foi utilizado como troféu e objeto de troca.

Dror tem nacionalidade israelita, portuguesa e argentina. A mulher foi morta durante o conflito. Os filhos de ambos, Alma e Noam, de 17 e 15 anos, e o sobrinho Liam de 23, foram feitos reféns e entretanto libertados.

Estes seis portugueses fazem parte de um grupo de 48 reféns que vão ser libertados pelo Hamas nos próximos dias. Duas dezenas de nacionalidades diferentes, incluindo norte-americanos e russos.

O plano de paz para o conflito no Médio Oriente inclui a formação de um governo de transição para Gaza, supervisionado por Donald Trump e pelo ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair.

Está também em cima da mesa a possibilidade de negociar no futuro um Estado palestiniano, ao qual o governo israelita se opõe.