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O oficial considera que uma solução com uma janela de vinte anos pode conduzir ao fim do regime dos Aiatolás, algo que seria "absolutamente impossível de conseguir" pela via diplomática tradicional.
Esta sexta-feira no Guerra e Paz com Germano Almeida, o Major-General Arnaut Moreira, foi perentório: o hard power utilizado por Donald Trump nas negociações com o Irão é "muito mais eficaz" do que o soft power que esteve na base do acordo de 2015, negociado na administração Obama com a participação de vários países europeus.
O argumento central do oficial assenta numa perspetiva de longo prazo: se o eventual novo acordo tiver uma vigência de vinte anos, esse período poderá ser suficiente para assistir ao fim do regime de Aiatolá.
"Ao fim de vinte anos, quando o acordo terminar, o regime do Aiatolá já possa não existir", afirmou, sublinhando que se trata de uma resolução que seria "absolutamente impossível de conseguir" por outras vias.
Ainda assim, o Major-General admitiu reservas quanto ao desfecho das negociações. "Eu não estou tão certo de que a questão seja resolvida", ressalvou, recordando que analisa a situação do ponto de vista estratégico e não a partir do interior das negociações.
O militar reconheceu também o argumento evocado por Obama — de que o acordo de 2015 foi alcançado sem o fecho do Estreito de Ormuz e sem uma guerra, mas não o considerou suficiente para contrariar a sua leitura sobre a eficácia da abordagem atual.