Hermínio Loureiro fica em silêncio no julgamento em que é suspeito de entregar obras sem contrato quando era presidente de câmara

| 25 de Fevereiro de 2026 às 19:47
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Já o ex-autarca Isidro Figueiredo negou os crimes.

Estão em causa cinco obras municipais, que diz o Ministério Público foram adjudicadas a um construtor sem contrato e sem orçamento prévio. São estes os factos que levaram Hermínio Loureiro mais uma vez a tribunal. O antigo presidente da Câmara de Oliveira de Azeméis começou esta quarta-feira a ser julgado no tribunal de Santa Maria da Feira e ficou em silêncio.

Já Isidro Figueiredo, que sucedeu no cargo de presidente, decidiu falar e negou os crimes. Em causa estão cinco obras, num valor total de 72 mil euros, que foram efetuadas entre 2016 e 2017.

Este antigo autarca garantiu que nada sabe sobre as obras, que foi um presidente da Câmara à pressa, que não estava preparado, mas não cometeu crimes.

O Ministério Público sustenta com esta atuação, os dois ex-autarcas quiseram "satisfazer interesses pessoais e partidários relacionados e promover a sua imagem pública enquanto titulares de cargos políticos". Em causa estão crimes de prevaricação.

Este processo tem ao todo oito arguidos, sendo que sete deles estão a ser julgados também Tribunal de Espinho, no âmbito do processo Ajuste Secreto, num caso de corrupção também centrado na Câmara de Oliveira de Azeméis.