Homicida de Daniela Padrino recorre para o Supremo. Está condenado a 25 anos de cadeia

| 18 de Novembro de 2025 às 11:45
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João Pedro Oliveira

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João Pedro diz que Relação não teve em conta confissão e manifestação de arrependimento.

Depois do Tribunal da Relação confirmar os 25 anos de cadeia para João Pedro Oliveira por assassinar a ex-namorada Daniela Padrino, a seis de junho de 2024, em S. Mamede de Infesta, Matosinhos, alegando que o arguido não apresentou qualquer prova que demonstrasse que a decisão era desajustada, o homem voltou a recorrer, e desta vez para o Supremo Tribunal de Justiça.

O arguido – que estava em liberdade condicional à data do crime, por ter matado uma outra ex-namorada à facada em Castelo Branco, em 2009 – refere que o Tribunal da Relação não ponderou a confissão e as manifestações de arrependimento e a autocrítica do arguido.

Tinha pedido que a pena fosse atenuada para 23 anos.

No recurso para o Supremo, salienta ainda que não foram tidos em conta os dados relevantes da sua personalidade abordados na perícia de personalidade realizada, cujo conteúdo tinha sido transcrito na motivação do recurso interposto, nem os dados relativos à inserção social e vida familiar que constavam do relatório social.

Entende que a pena não deverá ser superior a 23 anos.

João Pedro Oliveira foi condenado a 6 de junho de 2025 – exatamente um ano após o crime – a 25 anos de cadeia pelo Tribunal de Matosinhos, pela morte da venezuelana Daniela Padrino por não ter aceitado o fim da relação.

Atropelou-a várias vezes e fugiu de seguida, tendo embatido em várias viaturas. Foi perseguido por um condutor e travado já junto ao campus do S. João, por uma patrulha da PSP.

Logo na ocasião, disse que já tinha matado uma mulher.