IGAI
A IGAI acrescentou ainda que não houve excesso na utilização de meios.
Uma operação da PSP, em dezembro de 2024, provocou forte controvérsia, ao ser divulgada uma imagem em que dezenas de pessoas, a maior parte estrangeiros, estavam encostadas a uma parede com as mãos ao alto no Martim Moniz.
Duas pessoas foram detidas e foram apreendidos quase 4000 euros em dinheiro assim como bastões, documentos, uma arma branca, um telemóvel e uma centena de artigos contrafeitos.
Agora, a Inspeção-Geral da Administração Interna (IGAI) afirmou que a operação cumpriu todos os preceitos legais, gerais e específicos e, por isso, arquivou o inquérito.
A ação de interdição de acessos à Rua do Benformoso, a necessidade de identificação e revista das pessoas presentes, assim como a forma da sua imobilização, estavam justificados pelas "condicionantes e objetivo da operação especial de prevenção criminal".
A IGAI acrescentou ainda que não houve excesso na utilização de meios.
Em resposta ao "Diário de Notícias", o organismo que fiscaliza a ação policial explica que o processo administrativo instaurado teve dois objetivos: saber "em que contexto foi planeada e realizada a operação especial de prevenção criminal (...) na Rua do Benformoso, em Lisboa, e, em concreto, as razões subjacentes às revistas efetuadas a cidadãos presentes no local".