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No NOW, André Inácio, Pedro Proença Maria Moreno sublinharam no NOW que estas plataformas, frequentemente sediadas em paraísos fiscais, não pagam impostos e contornam as regras de proteção aos consumidores, permitindo a inscrição de menores e de pessoas com dependência de jogo.
André Inácio, vice-presidente do OSCOT, alertou este sábado no NOW que cerca de 40% dos jogadores nacionais utilizam plataformas de jogo online ilegais, movimentando milhões de euros diariamente.
Durante a análise no NOW com o advogado Pedro Proença e a psiquiatra Maria Moreno, foi destacado que há "influencers que ganham em função das perdas dos jogadores", ao promoverem casinos ilegais online.
A discussão sublinhou que estas plataformas, frequentemente sediadas em paraísos fiscais, não pagam impostos e contornam as regras de proteção aos consumidores, permitindo a inscrição de menores e de pessoas com dependência de jogo.
O advogado sublinhou que os mais jovens são particularmente mais vulneráveis a estas dinâmicas, devido à imaturidade do córtex pré-frontal e à forte libertação de dopamina gerada pela ilusão de dinheiro fácil.
Foi ainda referido que as autoridades competentes têm tido dificuldades em travar a proliferação destes sites, que operam à margem da lei.
O painel concluiu que é urgente responsabilizar publicamente quem promove estas plataformas, uma vez que a atual legislação, embora preveja penas de prisão, não tem sido suficiente para dissuadir a prática devido aos elevados lucros envolvidos.