Inspeção-Geral da Administração Interna quer ouvir o agente da PSP que atingiu Odair Moniz em outubro

Carolina Pereira Soares | 12 de Dezembro de 2024 às 12:28
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Odiar Moniz

A IGAI notificou a defesa do agente, para que se apresente para interrogatório, que deve acontecer já na próxima semana. A notícia foi avançada pela CNN e confirmada pelo NOW.


Quase dois meses depois da morte do cabo-verdiano no bairro da Cova da Moura, na Amadora, a defesa do agente da PSP que efetuou o disparo mortal foi notificada pela inspeção-geral da Administração Interna.

O polícia tem de se apresentar para interrogatório, que deverá acontecer já na próxima semana, no âmbito de um inquérito com caráter de urgente ordenado pela ministra da Administração Interna.

Em outubro, o NOW tinha avançado que também está sob investigação, a suspeita de falsificação do auto de notícia da PSP, que não terá sido escrito pelo agente que efetuou o disparo, e esta quinta-feira surgiram novas informações referentes à arma branca, alegadamente, usada pela vítima para ameaçar o agente, que desmentiu este detalhe em interrogatório à PJ. 

A investigação da Polícia Judiciária e do Ministério Público já concluiu que quando o documento foi elaborado, o polícia estava a ser interrogado na sede da PJ em Lisboa e, portanto, não pode ter escrito o auto de notícia.

Como tal, está, neste momento está a ser investigada a hipótese da faca ter sido plantada no chão para justificar os dois tiros com que o agente matou Odair Moniz. A confirmarem-se as suspeitas de falsificação do auto de notícia, outros agentes na hierarquia da PSP da Amadora também podem ser implicados no crime.