Alcoentre
Esta já é a terceira intrusão em menos de um ano na cadeia de Alcoentre.
Os guardas prisionais efetuaram disparos de advertência para tentar travar o invasor, mas o homem conseguiu escapar e ainda não foi localizado. Deixou um saco de plástico, onde estavam 29 telemóveis, 28 carregadores, 31 cabos USB, dez vaporizadores de cigarros eletrónicos e três auscultadores com carregadores incorporados.
Foi por volta das quatro e quarenta da madrugada desta segunda-feira que o sistema de videovigilância do Estabelecimento Prisional de Alcoentre detetou a presença de um intruso junto à zona periférica da cadeia.
Segundo fontes dos Serviços Prisionais, o saco continha também bebidas alcoólicas e uma corda.
Esta já é a terceira intrusão em menos de um ano na cadeia de Alcoentre. Episódios semelhantes ocorreram em julho e em setembro.
O Sindicato Nacional do Corpo da Guarda Prisional confirma a ocorrência e aponta responsabilidades à direção do estabelecimento.
Frederico Morais, presidente do sindicato, sublinha a falta efetivos, sobrecarga dos guardas e problemas de gestão prisional.
O dirigente sindical acusa o diretor de não ter condições para se manter no cargo e pede a intervenção urgente da ministra da Justiça.