Investigação a Luís Neves: 'Aquilo que ele está a fazer é deixar que as vozes públicas assentem'

Rita Carmona Direito | 23 de Julho de 2026 às 15:53
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Carlos Rodrigues Lima defendeu que é necessário aguardar pelos esclarecimentos do ministro sobre as obras e a deslocação do atrelado do Seixal para Barcelos.

O jornalista Carlos Rodrigues Lima e o advogado Carlos Melo Alves estiveram no NOW para analisar a decisão do Ministério Público de avocar a investigação que envolve o atual ministro e ex-diretor nacional da Polícia Judiciária, Luís Neves.

Durante o painel, os especialistas debateram as razões que levaram o Ministério Público a assumir o processo, destacando que a medida visa garantir a transparência e evitar conflitos de interesse, uma vez que o caso teve origem na própria Polícia Judiciária.

Carlos Melo Alves sublinhou os perigos de uma eventual comissão parlamentar de inquérito, proposta pelo partido Chega, alertando que esta poderia expor métodos de investigação altamente confidenciais.

Segundo o advogado, a Polícia Judiciária atua num meio restrito: 'É um mundo dos informadores, o mundo dos colaboradores da polícia, e isso teria de vir a lume', o que colocaria em risco a vida de informadores e o sistema de investigação.

Por sua vez, Carlos Rodrigues Lima defendeu que é necessário aguardar pelos esclarecimentos do ministro sobre as obras e a deslocação do atrelado do Seixal para Barcelos.

Sobre o silêncio de Luís Neves, Carlos Melo Alves considerou tratar-se de uma estratégia, afirmando que 'o senhor ministro aquilo que está a fazer é deixar que as vozes públicas assentem' antes de prestar declarações definitivas sobre o caso e o pagamento das faturas.