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Investigadora Ana Miguel dos Santos diz que Trump está a "jogar para se colocar numa posição em que consiga parar a guerra"

| 07 de Janeiro de 2025 às 00:27
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Guerra e Paz

No arranque no programa Guerra e Paz, a investigadora afirmou que "até à entrada de Trump [na Casa Branca], assistimos a uma alteração daquilo que tinha haver com o discurso de Zelensky".


A investigadora de segurança e defesa Ana Miguel dos Santos foi a primeira convidada do programa Guerra e Paz, que estreou esta segunda-feira no NOW.

"É possível acreditar numa Defesa Coletiva Europeia?" foi o tema desta edição, onde o especialista Germano Almeida, Ana Miguel dos Santos e a jornalista Marisa Caetano abordaram temas como os quatro anos da invasão ao Capitólio, a tentativa dos russos para cercar Pokrovsk, sinais de fanatismo religioso na nova Síria e a possibilidade de a China e os EUA serem "mediadores" de guerra.

Sobre este tópico, Ana Miguel dos Santos começou por afirmar que os Estados Unidos da América, a maior economia do mundo, ainda que se posicione como principal financiador no conflito entre a Ucrânia e a Rússia, o Presidente eleito Donald Trump, "ao contrário daquilo que as pessoas possam parecer", não pretende aparecer numa posição de fragilidade ou "dizer que é mais amigo de um ou de outro".

"Ele joga, ele dá mais a um ou a outro [Ucrânia ou Rússia] exatamente para se colocar numa posição em que consiga ele próprio fazer parar a guerra", disse a investigadora.

Já em relação à China, Ana Miguel dos Santos mencionou que a guerra "não tem interesse" para o país a não ser do ponto de vista económico.

A investigadora de segurança e defesa acrescentou ainda que, "até à entrada de Trump [na Casa Branca], assistimos a uma alteração daquilo que tinha haver com o discurso de Zelensky e da Ucrânia para não perder completamente a face".