Alain Berset, secretário-geral do Conselho da Europa, apelou ao respeito pelo direito internacional, e pediu o fim dos ataques de todas as partes envolvidas no conflito.
O secretário-geral do Conselho da Europa, Alain Berset, apelou este domingo à união da Europa para travar o conflito no Médio Oriente e pediu respeito pelo direito internacional.
Em comunicado, Alain Berset sublinhou que o conflito que escalou no sábado é também “um teste para saber se a Europa pretende moldar a ordem que está a surgir ou se vai só observar a sua fragmentação”.
"A Europa, como um todo, deve agir no sentido de apaziguar o conflito no Golfo, protegendo ao mesmo tempo a segurança dos seus cidadãos na região. Deve exigir o respeito pelo direito internacional, incluindo pela Carta das Nações Unidas", acrescentou o secretário-geral do Conselho da Europa, pedindo ainda o fim dos ataques de todas as partes.
Alain Berset considerou ainda que o mundo já não tem uma ordem legal, mas “apenas força e padrões duplos”, apontando para o ataque ao Irão por parte dos Estados Unidos e de Israel e para as crises vividas na “Ucrânia, em Gaza, na Venezuela e, de outra forma, na Groenlândia”.
"Ninguém pode esconder-se atrás da pretensão de que essa ordem nunca foi violada, ou que os poderosos não impuseram a sua vontade quando lhes convinha", lê-se no comunicado.
Neste momento, apontou ainda Alain Berset, “o tempo é essencial”. “Se não organizarmos a segurança europeia coletiva dentro de uma estrutura legal permanente, esta permanecerá reativa a crises moldadas por outros”, acrescentou, dizendo ainda que “à medida que são lançados mísseis, o direito internacional é transformado em arma”.
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Israel e Estados Unidos lançaram no sábado um ataque militar contra o Irão, para "eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano", e Teerão respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelitas.
O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que a operação visa “eliminar ameaças iminentes” do Irão e o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, justifica a ação conjunta contra o que classificou como uma “ameaça existencial”.
O Irão já confirmou a morte do 'ayatollah' Ali Khamenei, o líder supremo do país desde 1989 e decretou um período de luto de 40 dias.
Segundo a Cruz Vermelha iraniana, foram registados pelo menos 200 mortos e cerca de 750 feridos.
Portugal, França, Alemanha e Reino Unido condenaram os ataques iranianos a países vizinhos.