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Catarina Caria abordou no NOW as declarações de Donald Trump sobre a iminência de um entendimento, mas afirmou que as ameaças e a agressividade demonstram que "esta não é a linguagem da paz nem da diplomacia" e, portanto, "tão cedo não teremos um acordo".
A especialista em assuntos internacionais Catarina Caria analisou esta quarta-feira, no NOW, a escalada de tensão no Médio Oriente, mencionando as recentes retaliações entre o Irão e os Estados Unidos.
Durante a entrevista, a analista disse que a situação atual perpetua um contexto de guerra assimétrica, onde o prolongamento do conflito tem custos menores para o Irão do que para os Estados Unidos.
Catarina Caria abordou as declarações de Donald Trump sobre a iminência de um entendimento, mas afirmou que as ameaças e a agressividade demonstram que "esta não é a linguagem da paz nem da diplomacia" e, portanto, "tão cedo não teremos um acordo".
A especialista referiu ainda o papel da China, que tenta posicionar-se como um aliado prudente para proteger os seus interesses no comércio global e no Estreito de Ormuz.
Sobre o isolamento iraniano, Catarina Caria notou que "o Irão é considerado o bully do Médio Oriente", o que leva países do Golfo, como a Arábia Saudita e os Emirados, a alinharem-se com os Estados Unidos e Israel.
A analista acrescentou que o cenário mais plausível é a continuação das ofensivas, uma vez que o regime iraniano está disposto a sacrificar a sua população em prol da própria sobrevivência, enquanto a margem de manobra da Casa Branca é cada vez menor.