Este ataque surge como uma retaliação à ofensiva terrestre que Israel lançou no Líbano.
O Irão lançou, esta terça-feira, mais de 200 mísseis balísticos contra Israel, em retaliação à ofensiva terrestre que Israel lançou no Líbano.
As sirenes soaram em todo o país, mas o sistema de proteção, conhecido como Cúpula de Ferro, foi ativado.
Já a população foi aconselhada a abrigar-se, e a seguir as indicações divulgadas pelas forças israelitas.
O ataque surge como uma retaliação à ofensiva terrestre que Israel lançou no Líbano, que matou líderes do Hezbollah, Ismail Haniyeh e Hassan Nasrallah, o grupo aliado do Irão, na última semana.
Segundo a agência Reuters, quem ordenou o ataque foi o próprio líder supremo do Irão, o Aiatola Ali Khamenei, que se encontra protegido numa localização segura.
Os Guardas Revolucionários do Irão já confirmaram que este ataque é de de facto uma retaliação contra Israel, tendo ainda afirmado que se Israel retaliasse, a resposta de Teerão será “mais esmagadora e ruinosa”.
Já a missão do Irão nas Nações Unidas em Nova Iorque afirmou na rede social X que este ataque a Israel é uma "resposta legal, racional e legítima aos atos terroristas”. “Se o regime sionista se atrever a reagir ou a cometer novos atos de malevolência, seguir-se-á uma resposta subsequente e esmagadora. Os Estados regionais e os apoiantes dos sionistas são aconselhados a separar-se do regime”, escreveu a missão.
Em Washington, o presidente norte-americano Joe Biden afirmou que os Estados Unidos estavam preparados para ajudar Israel a defender-se dos ataques de mísseis iranianos. “Discutimos como os Estados Unidos estão preparados para ajudar Israel a defender-se destes ataques e proteger o pessoal americano na região”, disse Biden no X sobre uma reunião realizada com a vice-presidente Kamala Harris e a equipa de segurança nacional da Casa Branca no início do dia.
Escalada rápida de guerra
Embora tenha sido caracterizada por Israel como limitada, a primeira campanha terrestre em território libanês em 18 anos, está a colocar os soldados israelitas contra o Hezbollah, a maior força no Líbano e a mais bem armada, suportada pelo Irão no Médio Oriente.
Foi também considerada a maior escalada da guerra regional desde o início da ofensiva em Gaza, que iniciou a 7 de outubro do ano passado.
Seguiu-se de semanas de intensos ataques aéreos de Israel ao Líbano, que mataram o líder de mais de 30 anos do Hezbollah, Hassan Nasrallah, no dia 28, e ainda causou a morte de mais de mil libaneses, e um milhão de deslocados.
O Irão já tinha prometido retaliar contra Israel, aumentando os receios de que a guerra se pudesse alastrar para além das fronteiras da região, apesar dos esforços dos Estados Unidos, o aliado mais próximo de Israel, para a conter.
Há muito que Israel afirma que fará tudo o que for necessário para proteger a sua fronteira norte e permitir que dezenas de milhares de israelitas regressem às cidades de onde fugiram desde o início da guerra em Gaza, quando o Hezbollah começou a disparar através da fronteira em solidariedade com os palestinianos em Gaza.