Irão reabre Estreito de Ormuz a todos os navios comerciais

Raquel Frederico | 17 de Abril de 2026 às 21:49
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Estreito de Ormuz

O Presidente dos Estados Unidos garante que o canal marítimo não será utilizado como arma contra o mundo.

"A abertura do Estreito de Ormuz é um passo na direção certa": as palavras são do Secretário-Geral das Nações Unidas. António Guterres diz que é necessário restaurar a liberdade de navegação na passagem marítima, que tem estado refém da guerra no Médio Oriente. 

O Irão diz que a segurança de todos os navios que atravessarem o estreito está garantida e os Estados Unidos agradecem. 

"O Irão concordou em nunca mais fechar o Estreito de Ormuz. Este já não será utilizado como arma contra o mundo!", disse Donald Trump através das redes sociais. 

Agora, o Irão e os Estados Unidos dizem que estão a trabalhar em conjunto para remover todas as minas marítimas do Estreito de Ormuz. 

Após o Irão ter declarado a reabertura do canal marítimo, Donald Trump diz ter recebido um telefonema dos países da NATO. 

"Eu disse para eles ficarem longe, a menos que queiram apenas abastecer os seus navios com petróleo. Eles foram inúteis quando precisámos deles", acrescentou. 

O transporte comercial e de pessoas, no Estreito de Ormuz tem sido incerto. Esta sexta-feira fez a travessia através desta passagem marítima o primeiro navio de passageiros desde que a guerra no Médio Oriente começou. 

Com a bandeira de Malta, este cruzeiro esteve atracado no Dubai durante 47 dias. Acabou por abandonar o porto horas depois de o irão ter anunciado a reabertura do Estreito de Ormuz.