Israel diz que 700.000 palestinianos fugiram da cidade de Gaza

Lusa | 25 de Setembro de 2025 às 17:14
Israel diz que 700.000 palestinianos fugiram da cidade de Gaza
Israel diz que 700.000 palestinianos fugiram da cidade de Gaza FOTO: AP

A Agência da ONU para a Coordenação de Assuntos Humanitários apresentou um número substancialmente inferior ao apresentado esta quinta-feira pelo exército, em que estima que cerca de 388.400 pessoas abandonaram a cidade de Gaza desde meados de agosto.

Israel afirmou esta quinta-feira que 700.000 palestinianos fugiram de Gaza em direção ao sul da Faixa de Gaza desde o final de agosto, numa altura em que as forças israelitas preparam uma ofensiva terrestre na principal cidade do enclave.

“700.000 palestinianos foram retirados”, declarou o exército israelita em resposta à agência de notícias France-Presse (AFP) que questionou Telavive sobre o número total de pessoas que fugiram da cidade de Gaza.

Numa nota publicada no domingo passado, a Agência da ONU para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) apresentou um número substancialmente inferior ao apresentado esta quinta-feira pelo exército, em que estima que cerca de 388.400 pessoas abandonaram a cidade de Gaza desde meados de agosto.

No sábado, as autoridades de Gaza controladas pelo Hamas afirmaram que cerca de um milhão de pessoas estão concentradas em Al-Mawasi e Khan Yunis, no sul da Faixa de Gaza, para onde o exército israelita dirigiu estas deslocações forçadas da população.

As forças israelitas têm ordenado aos palestinianos para que saiam do norte em direção ao sul do território, tendo disponibilizado para o efeito a estrada Rashid, junto à costa, o que tem causado grandes constrangimentos às pessoas em fuga.

A guerra em curso na Faixa de Gaza foi desencadeada pelos ataques liderados pelo Hamas em 7 de outubro de 2023 no sul de Israel, que causaram cerca de 1200 mortos e 251 reféns.

A retaliação de Israel já provocou mais de 65 mil mortos, a destruição de quase todas as infraestruturas de Gaza e a deslocação forçada de centenas de milhares de pessoas.

Israel também impôs um bloqueio à entrega de ajuda humanitária no enclave, onde mais de 400 pessoas já morreram de desnutrição e fome, a maioria crianças.