Israel eliminou os três comandantes mais antigos do regime iraniano

Anabela Benedito | 13 de Junho de 2025 às 21:05
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Operação Rising Lion

Ao todo, terão morrido 20 comandantes.

Numa operação sem precedentes para conter o crescimento da ameaça nuclear iraniana, Israel matou quatro figuras de topo do país. Generais, políticos, um diplomata e vários cientistas nucleres estão entre as vítimas do ataque da última madrugada em diversas regiões do Irão. Figuras altamente protegidas e com um longo passado militar.

É o caso de Hossein Salami, o chefe do corpo de guardas da revolução islâmica desde 2019. Era um dos mais poderosos do Irão, que estava no poder quando foram lançados centenas de drones e mísseis contra Israel em abril e outubro do ano passado, os primeiros ataques diretos do Irão em território israelita.

já o major general Mohammad Bagheri, era o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas iranianas e a segunda figura mais importante morta no ataque, órgão militar de mais alto nível, responsável por monitorizar e coordenar as atividades nas forças armadas.

Entre as vítimas que caíram durante o ataque está também Ali Shamkhadi, um assessor próximo do líder supremo do Irão que representou o país nas conversações que selaram um acordo histórico para reestabelecer as relações diplomáticas com a Arábia Saudita.

Hajizadeh era o chefe da força aeroespacial da guarda revolucionária. Israel tinha o identificado como a figura central responsável por ataques aéreos contra seu território.

Ao todo, terão morrido 20 comandantes, sendo que três eram os mais importantes do regime iraniano. Também seis grandes cientistas que estavam diretamente envolvidos nos no programa nuclear do Irão morreram nos ataques.

Tehranchi era um físico teórico, além de Presidente da universidade islâmica do Irão.