«Israel não está exatamente interessado em abrandar uma guerra que está bastante bem engrenada»

Rita Carmona Direito | 08 de Junho de 2026 às 16:08
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Além disso, o comentário foca-se na situação no Líbano, referindo que o Estado libanês tem agora uma oportunidade rara de recuperar o controlo do seu território, aproveitando a ofensiva israelita contra o Hezbollah.

Daniela Nunes, especialista em política internacional, analisou no NOW a atual conjuntura no Médio Oriente, destacando a influência dos Estados Unidos nas decisões de Israel. Sublinhou que, apesar da autonomia militar israelita, «Donald Trump, os Estados Unidos, são o verdadeiro definidor daquilo que podem ser os limites da escalada na guerra com o Irão».

Explorou o paradoxo em que todos os atores envolvidos parecem rejeitar uma guerra total, mas, simultaneamente, contribuem para a sua escalada.

Além disso, o comentário foca-se na situação no Líbano, referindo que o Estado libanês tem agora uma oportunidade rara de recuperar o controlo do seu território, aproveitando a ofensiva israelita contra o Hezbollah.

Contudo, a interligação dos vários dossiês na região dificulta uma resolução isolada dos conflitos.

Daniela Nunes conclui com uma perspetiva cautelosa, notando que Israel não demonstra interesse em abrandar as operações militares, enquanto o grupo terrorista Hezbollah também não procura um acordo diplomático.