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O bastonário da Ordem dos Advogados confessou ainda que fica preocupado com o acumular de situações de criminalidade que se tem sentido em Portugal.
O bastonário da Ordem dos Advogados, João Massano, esteve no NOW esta quarta-feira a analisar a criminalidade em Lisboa, mais concretamente o caso do "Gang do Rolex".
O bastonário começou por afirmar que, no início do assalto, o condutor do carro teve "uma primeira reação aparentemente passiva" ao ter entregue logo os seus bens valiosos.
"Mas depois não fica quieto e vai atrás e tenta recuperar os bens, aproveitando que tem um carro contra uma mota", salientou.
De seguida, João Massano compara a situação com aquilo que acontece no Brasil, afirmando que este tipo de assaltos não são típicos para o nosso País."Nós não estamos habituados a ter pessoas que, de repente, numa mota, aparecem, rodeiam-nos e tentam assaltar-nos".
Além disso, confessa ainda que fica preocupado com o acumular de situações de criminalidade que se tem sentido em Portugal.
Questionado pela jornalista Maria Caetano Antunes sobre qual poderá ser o desfecho do julgamento da vítima do assalto, o bastonário da Ordem dos Advogados explicou que a sua ação pode ser vista como legítima defesa. No entanto, refere que, como "já lhe tinham tirado o bem" na altura da perseguição, a decisão poderá ser diferente.