Já ardeu o equivalente a 25 cidades de Lisboa e 62 do Porto este ano

| 27 de Agosto de 2025 às 11:08
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Área ardida em Portugal, 2025

Os incêndios florestais que começaram no início de agosto causaram quatro mortes, centenas de feridos e milhões em prejuízos.

Os alarmes soaram em agosto de 2025 e Portugal estava coberto pelas chamas. De dia para dia o fogo alastrava-se cada vez mais. De zonas de mato a aldeias, o caos instalou-se por completo.

No período entre 1 de janeiro e 25 de agosto, este ano de 2025 situa-se como o quinto com menor número de incêndios.

No entanto, no mesmo período, é o terceiro com maior área ardida, apenas atrás de 2005 e de 2003.

Em 2017, mesmo com os fogos de junho em Pedrógão Grande, que fizeram 65 mortos, a área ardida foi de 225.712 hectares até 25 de agosto.

Este ano, já ardeu o equivalente a 25 cidades de Lisboa e 62 do Porto.

Os 250 mil hectares contabilizados como destruídos pelos fogos são dez vezes a área do Alqueva e metade de todo o Algarve, passando as áreas dos distritos do Porto, Viana do Castelo e as ilhas dos Açores e Madeira.

De acordo com dados desta terça-feira do Sistema de Gestão Integrada de Fogos Rurais dos 249.908 hectares contabilizados, 177.852 arderam no centro do país.

91.017 hectares arderam nas beiras e Serra da Estrela, onde o concelho de Trancoso se destaca com 58 mil hectares de área ardida e o Sabugal com 21 mil.

Na região de Coimbra arderam 68809 hectares, 65 mil em Arganil e 3350 na Lousã.

Na região de Viseu Dão Lafões, arderam 14.158 hectares, quase todos em Sátão.

O norte é a região que lidera o número de incêndios, com mais de metade do total nacional, com 62.685 hectares ardidos.

Dos 6859 registados desde 1 de janeiro, 4002 ocorreram no norte do país. Segue-se o centro com 1062 incêndios e Lisboa com 992.

De acordo com o Sistema de Gestão Integrada de Fogos Rurais, as causas ainda não tinham sido apuradas no mesmo período para 37% dos incêndios, responsáveis por 91% da área queimada.

Mas o uso do fogo liderava como a causa de 17% dos incêndios, seguindo-se o incendiarismo com 16%.

Os incêndios florestais deixaram no país um verdadeiro rasto de destruição.