Joe Berardo
O objetivo foi dificultar ao BCP a cobrança de um crédito de quase 60 milhões.
Depois de Joe Berardo ter bloqueado o acesso do BCP, da Caixa Geral de Depósitos e do Novo Banco à sua coleção de arte, o empresário agravou, nos anos seguintes, a dificuldade de o BCP de cobrar um crédito de mais de 59 milhões de euros.
A revelação foi feita num acórdão do tribunal da relação. O esquema consistia no seguinte: a Bacalhôa fez dois aumentos de capital, tendo a associação de coleções, empresa do grupo Berardo, ficado com perto de 65% do capital social da Bacalhôa.
Em 2019, a associação de coleções vendeu à Statuschange, representada pelo filho de Berardo, praticamente todas as ações. Assim foi concretizada uma diluição da percentagem e do valor das ações da Bacalhôa dadas como garantia do pagamento do crédito ao BCP. O tribunal a relação de Lisboa concluiu agora que esta ação foi 100% premeditada e que todas as empresas envolvidas agiram de má-fé contra o banco.
A dívida do grupo Bernardo à BCP, da Caixa Geral de Depósitos e do Novo Banco ronda os mil milhões de euros.