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Jornalista Marco Alves afirma que Catarina Martins é quem deve prestar declarações sobre o despedimento das recém-mães do BE

Joana Ramalho | 30 de Janeiro de 2025 às 20:31
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Marco Alves no NOW sobre declarações de Mariana Mortágua

Questionado sobre se foi contactado pela antiga líder do BE, Marco Alves afirmou que Catarina Martins começou por reagir nas redes sociais, dizendo que "era uma notícia urdida nas caves da extrema-direita" e que era falsa.

O jornalista da Sábado, Marco Alves, esteve presente no NOW esta quinta-feira e comentou as declarações da líder do Bloco de Esquerda (BE), Mariana Mortágua, no seguimento da abertura de um processo pelo Ministério Público a propósito do caso de despedimento de trabalhadoras em período de amamentação.

Segundo Marco Alves, autor da notícia Sábado que tornou o caso público, Mariana Mortágua está "claramente num tom desconfortável" a falar sobre o assunto, uma vez que está a dar satisfações sobre processos "que ela não dirigia" na altura que ocorreram os despedimentos.

"A direção, Catarina Martins, é que deveria estar a prestar declarações e esclarecimentos sobre esta questão", sublinhou.

Questionado sobre se foi contactado pela antiga líder do BE, Marco Alves afirmou que Catarina Martins reagiu nas redes sociais, dizendo que se tratava de uma notícia "urdida nas caves da extrema-direita" e falsa.

"Catarina Martins, Mariana Mortágua e também Joana Mortágua, aqui no NOW, [dizem que as trabalhadoras] não foram despedidas, o que alegam é que foi cessado o vínculo contratual. É exatamente a mesma coisa", reforçou.

O jornalista da Sábado referiu também que o partido era obrigado a pagar indemnização e um parecer obrigatório à Comissão para a Igualdade do Trabalho e do Emprego, por se tratarem de mulheres que estavam a amamentar, "uma delas em licença de maternidade ainda", e que isso não foi feito.

"Estas duas mulheres saíam dos quadros e, em vez de passarem por todos estes procedimentos, [o partido fez] um contrato a prazo fictício (...) Ou seja, durante oito meses, tiveram um contrato a prazo em que não desempenharam nenhuma função (...) o que serviu como uma indemnização", concluiu.